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Colestase intra-hepática progressiva familiar

ORPHA172
Sinónimo(s) CIPF
Prevalência Desconhecido
Hereditariedade Autossómica recessiva
Idade de início Infância
Neonatal
Adolescente
CID-10
  • K83.1
OMIM
UMLS
  • C0268312
MeSH -
MedDRA -

Sumário

A colestase intra-hepática familiar progressiva (PFIC) refere-se a um grupo heterogéneo de patologias autossómicas recessivas da infância que perturbam a formação de bilis e apresentam-se com colestase de origem hepatocelular.

A prevalência exata permanece desconhecida, mas a incidência estimada varia entre 1/50, 000 e 1/100,000 nascimentos.

Foram identificados três tipos de PFIC, estando relacionados com mutações em genes do sistema de transporte hepatocelular envolvidos na formação da bilis. PFIC1 e a PFIC2 (ver estes termos) surgem geralmente nos primeiros meses de vida, enquanto que o início da PFIC3 (ver este termo) também pode ocorrer mais tarde na infância ou mesmo na idade adulta jovem. As principais manifestações clínicas incluem prurido, colestase e icterícia. A atividade da gama-glutamiltransferase sérica (GGT) é normal nos doentes com PFIC1 e PFIC2, mas é elevada em doentes PFIC3. As manifestações adicionais podem incluir baixa estatura, surdez neurossensorial, diarreia, pancreatite, concentração elevada de eletrólitos no suor e esteatose hepática.

Ambas a PFIC1 e a PFIC2 são causadas pela secreção comprometida de sais biliares, causada, respectivamente, por deficiências no ATP8B1 que codifica a proteína FIC1, e no ABCB11 que codifica a proteína de exportação bombeadora de sais biliares (BSEP). Deficiências no ABCB4 , que codifica a proteína 3 multi-resistente a fármacos (MDR3), compromete a secreção biliar de fosfolipídios, resultando em PFIC3.

O diagnóstico é baseado nas manifestações clínicas, ecografia hepática, colangiografia e histologia hepática, bem como nos testes específicos para excluir outras causas de colestase na infância. Imunocoloração da MDR3 e BSEP hepática, e análise da composição dos lipídios biliares deve ajudar a selecionar os candidatos para PFIC em quem a genotipagem poderia ser proposta para confirmar o diagnóstico. Para as famílias afetadas em que uma mutação foi identificada pode ser proposto o diagnóstico pré-natal.

O diagnóstico diferencial inclui doenças que se apresentam como doença hepática colestática progressiva da infância.

A terapêutica com ácido ursodeoxicólico (UDCA) deve ser iniciada em todos os doentes para prevenir danos ao fígado. Em alguns doentes com PFIC1 ou PFIC2, a diversão biliar também pode aliviar o prurido e abrandar a progressão da doença. No entanto, a maioria dos doentes com PFIC são, em última análise, candidatos a transplante hepático. A monitorização do carcinoma hepatocelular, especialmente nos doentes com PFIC2, deve ser disponibilizada a partir do primeiro ano de vida. A transplantação de hepatócitos, a terapia génica ou a farmacoterapia de alvos específicos podem representar tratamentos alternativos no futuro. Os doentes com PFIC desenvolvem normalmente fibrose e doença hepática terminal antes da idade adulta.

Editor(es)

  • Dr Christiane BAUSSAN
  • Dr Emmanuel GONZALES
  • Prof Emmanuel JACQUEMIN
  • Dr Anne SPRAUL

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