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Alfa-talassemia

Número Orpha ORPHA846
Sinónimo(s) -
Prevalência 1-5 / 10 000
Hereditariedade
  • Autossómica recessiva
Idade de início Variável
CID-10
  • D56.0
OMIM
UMLS
  • C0002312
  • C1456873
MeSH
  • D017085
MedDRA
  • 10043390
SNOMED CT
  • 36467003
  • 68913001

Sumário

A alfa-talassemia é caracterizada por síntese deficiente da alfa globulina, manifestando-se como um de três quadros clínicos de gravidade crescente: portador silencioso de alfa talassemia ou do traço de alfa talassemia, doença da hemoglobina H (HbH) e hidropsia fetal de Bart.

Estudos epidemiológicos revelam que a prevalência muda amplamente dependendo da região geográfica, variando desde 1 por milhão em países do Norte a 1 em 10.000 em países do Sul.

O portador silencioso de alfa talassemia ou do traço de alfa talassemia (em que um ou dois dos quatro alelos da globina estão mutados) têm défices parciais na síntese da globina que se manifestam como hipocromia ou microcitose, com sintomas semelhantes aos da deficiência de ferro, sem nenhuma alteração significativa nos níveis das hemoglobinas (Hb) A2 e F. A doença da HbH (resultante da inatividade ou ausência de três alelos da globina) é caracterizada pela presença de uma fracção de Hb lábil, designada HbH (beta 4), que dá nome à doença. Clinicamente, a doença da HbH manifesta-se como uma grave anemia crónica, hipocrómica, reticulocítica e hemolítica, com presença de corpos de Heinz, e que pode levar às complicações comuns a todas as formas de hemólise congénita. A doença está ativa desde a vida fetal em diante. A hidropsia fetal de Bart (resultante da inatividade ou ausência dos quatro alelos da globina) causa a morte fetal in útero entre o 5º mês de gravidez e o nascimento, manifesta-se como anasarca anémica, com níveis de Hb de Bart (gamma 4) superiores a 80% e morbilidade materna significativa.

A transmissão é autossómica recessiva. Os genes codificantes para a hemoglobina alfa 1 e alfa 2 (HBA1 and HBA2) estão localizados numa configuração repetitiva no cromossoma 16p13.3-pter.

A PCR fornece um diagnóstico rápido para doentes com as formas mais comuns da doença (deleções de tamanho variável dependendo da origem étnica), contudo, para a identificação de mutações pontuais menos frequentes pode ser necessária a sequenciação dos dois genes.

O diagnóstico diferencial deve incluir deficiências na síntese do grupo heme e de ferro.

Devido ao risco de hidropsia fetal de Bart é recomendado aconselhamento genético e caracterização da deficiência genética.

Anemia grave pode levar a anomalias viscerais e os doentes com doença da HbH podem necessitar de transfusões sanguíneas. Em alguns casos também é necessária esplenectomia. Deve ser evitado o tratamento com agentes baseados em ferro e alguns fármacos antimaláricos.

Editor(es)

  • Prof Frédéric GALACTEROS

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  • EN (2011)
Artigo de revisão
  • EN (2010)
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